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Diferenças entre TV Digital, HDTV e Full HD
Posted On Quinta-feira, 26 de Junho de 2008 at às 21:36
by PauloAraujo
Quem já teve a experiência, altamente gratificante,
de assistir a um bom programa de TV Digital HDTV em Full HD
com Áudio Surround 5.1, certamente torce o nariz, os
olhos e os ouvidos para muita coisa que se apresenta no mercado
como TV Digital de alta qualidade.
TV
Digital, a partir de um determinado nível de compressão,
passa a ter menos qualidade do que a TV Analógica.
Por exemplo, em termos de resolução a TV Digital
em SDTV equivale aproximadamente à TV Analógica
tradicional, mas superior a esta a partir do HDTV, mesmo que
este HDTV não seja Full HD. SDTV tem resolução
em torno de 480 linhas entrelaçadas (640x480 i), HDTV
cerca de 720 linhas progressivas (1280x720 p) e HDTV, com
Full HD, 1080 linhas entrelaçadas (1920x1080 i) ou
1080 linhas progressivas (1920x1080 p).
Em
tese, podemos usufruir de Full HD através da TV Aberta,
TV por Assinatura, IPTV, Blu-Ray, HD-DVD ("Let it die?")
e, por que não, até mesmo via Internet?
Desde
o dia do lançamento da TV Digital no Brasil em 02 de
dezembro de 2007, na cidade de São Paulo, as grandes
emissoras de TV Aberta vêm transmitindo diariamente
programas em Full HD em alguns horários. No que se
refere ao áudio surround 5.1 que deve acompanhar as
transmissões em Full HD, de forma a abordar com mais
propriedade e evitar polêmica imediata , vou deixar
para outro artigo.
As
TV´s Abertas foram as pioneiras do Full HD no Brasil
e partiram direto para a compressão H.264 AVC (MPEG.4
parte 10). As TV´s por Assinatura, como era de se esperar,
procuram de todas as maneiras adotar contramedidas no sentido
de evitar que parte da sua base de assinantes seja atraída
pela alta qualidade da TV Digital Aberta e, em especial, pelo
Full HD com Áudio Surround 5.1 que certamente é
objeto de desejo acessível, principalmente, para as
classes A e B onde se encontra, praticamente, toda a sua base
de assinantes. Por exemplo, se você entrar no site da
NET (http://nettv.globo.com/), ou falar com a central de atendimento
ou mesmo entrar em uma das lojas autorizadas e procurar informações
precisas sobre NET Digital HD e, principalmente, sobre Full
HD, vai perceber logo o que está acontecendo.
A
SKY deve lançar em breve a sua alternativa HDTV, mas
as grandes dúvidas são com que taxa de compressão
e quantos canais SKY vão disponibilizar Full HD.
A
TVA, que disponibilizou em 2006 para uma ínfima parcela
da população paulistana a primeira transmissão
de uma Copa do Mundo de Futebol em HDTV, promete em breve
novidades, mas temos as mesmas dúvidas apontadas para
a SKY e a NET.
E
o IPTV hein? A quantas anda no Brasil? A ANATEL deve estar
trabalhando, estudando e discutindo muito para, sob toda essa
pressão das várias correntes interessadas, ainda
conseguir dentro da Lei satisfazer a todas as tribos e dar
soluções elegantes para estes temas ultra-polêmicos
que são o IPTV e a SUPERTELE ( também chamada
de BrOi= Brasil Telecom + Oi).
Bem,
por enquanto só VoD (Video On Demand), mas não
vejo outra opção para as operadoras de telecomunicações:
ou sai o IPTV com Full HD, Som Surround 5.1, Interatividade
e outras vantagens, ou a sobrevivência delas ficará
seriamente em risco.
E
que fique bem claro: ter TV Digital não significa que
você assiste HDTV e ter HDTV não garante que
você usufrui de Full HD. Programas de HDTV com Full
HD têm sido transmitidos pelas TV's Abertas com taxas
de até 18 Mbit/s no padrão MPEG 4 para obtenção
do máximo de qualidade possível dentro do canal
de RF de 6 MHz. Isto já está criando no Brasil
uma referência de experiência Full HD para o usuário,
(descrita como "estonteante", "sôco no
estômago", "de cinema" e outros adjetivos).
Fica evidente que as operadoras de TV por Assinatura , aí
incluindo o IPTV, terão de atingir esse patamar de
referência para manterem a competitividade. Aguardemos
os próximos "rounds" !
Mas
não se esqueça: para se deleitar com Full HD
todos os componentes devem ser Full HD, desde a produção
até o display. Muita atenção nos detalhes
do Full HD. Nunca é demais !
Artigo
escrito por J.R.Cristóvam da Unisat.com.br
JOSÉ
RAIMUNDO CRISTÓVAM NASCIMENTO, é consultor técnico
especializado em Telecomunicações, Broadcast,
Redes e Internet, com atuação de destaque nas
áreas de projetos, seleção de fornecedores
e operadoras, contratos, implantação, operação
e manutenção. Iniciou sua carreira como engenheiro
na NEC, instalando CTV's e rotas de microondas para transmissão
de TV e telefonia. Migrou da NEC como chefe da seção
de Implantação Rádio, para trabalhar
como chefe da divisão de Televisão da Telebahia
onde liderou a equipe que projetou e implantou o programa
de interiorização de TV no estado, envolvendo
equipamentos de SHF, VIDIPLEX e novos Centros de TV. Na Embratel,
trabalhou nas áreas Nacional e Internacional, em comunicações
via satélites Brasilsat e Intelsat, além de
ter sido um dos pioneiros na área de Videoconferência
no Brasil. Integrou a equipe da Divisão de Mercado
da Embratel que criou o conceito de Engenharia Comercial no
Brasil. É Diretor Técnico da Unisat desde 1990,
consultor de empresas nacionais e internacionais, e vem também
ministrando regularmente treinamento para uma parte considerável
das principais empresas. É Presidente da Comissão
Permanente de TV Digital da TELECOM, Professor e Coordenador
do MBA em TV DIGITAL, RADIODIFUSÃO & NOVAS MÍDIAS
DE COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA da UFF (Universidade
Federal Fluminense), professor no MBA Serviços de Telecomunicações
e na Pós-Graduação Especialização
em Comunicações Móveis também
da UFF, CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica),
UVV (Universidade de Vila Velha) e da FACAM. Coordena ainda
no Brasil o GVF-Global VSAT Fórum, ministra palestras
e tutoriais em eventos como os da SET, Broadcast & Cable,
Telexpo, SUCESU, Futurecom e outros ambientes. É autor
de artigos e publicações técnicas especializadas
para diversas mídias. É reconhecido por sua
forte atuação no mercado de telecomunicações,
broadcast e internet de uma forma abrangente e pelo seu diversificado
domínio de tecnologias, sistemas, redes, serviços
e soluções para clientes. Engenheiro Eletrônico
pela Escola de Engenharia da UGF, Pós-Graduado na UFF
em Telecomunicações com especialização
em TELEMÁTICA e conferencista em congressos nacionais
e internacionais.
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